O que as Superstições nos Ensinam sobre Branding, Storytelling e Nós Mesmos.
BRANDING
WildMinds ⚡ Creative Force
3 min ler


Em uma pequena vila italiana, é sexta-feira, dia 17. O sol ainda nem nasceu completamente, mas a tensão já é palpável. É como se alguém tivesse postado um story no Instagram dizendo que o apocalipse está chegando.
Supermercados quase vazios. Restaurantes, que geralmente ficam cheios na hora do almoço, veem suas reservas evaporarem. Até os pássaros parecem ter feito um pacto de silêncio - só os corvos não receberam a mensagem no grupo do WhatsApp.
Um dia para não sair de casa. Não tomar nenhuma decisão importante. Nem banho, se seu chuveiro der choque.
Se você perguntar aos locais o porquê de tudo isso, a resposta vem sem pestanejar: é culpa do número 17. É como se esse número fosse o vilão num filme de terror italiano.
A Alitalia (RIP) chegou a eliminar o assento 17 de seus aviões. Imagina só: "Desculpe, seu assento sumiu. Culpe o 17. A Renault transformou seu R17 em R177, como se adicionar um número fosse um update de software contra bugs supersticiosos. Até a curva 17 na pista de bobsled de Cesana, nos Alpes Piedmonteses, virou a "Senza Nome" — sem nome.
A Maldição da Sexta 17 💀
A origem dessa paranoia? É mais antiga que a própria Itália. Vem dos antigos algarismos romanos, onde 17 é "XVII". e ao ser rearranjado forma "VIXI" - que em latim significa "eu vivi", mas no sentido de "game over". É tipo um meme antigo que nunca saiu de moda.
E as sextas-feiras? Já eram pesadas desde a época em que gladiadores eram os influencers. Era o dia das execuções.
Junte 17 com sexta-feira e boom! Você tem a tempestade perfeita da superstição.
Mas espera aí, se você é brasileiro ou americano, está rindo dessa história toda do 17, né? Afinal, o verdadeiro vilão é o 13!
13 - O Espalha Rodinha 😱
Os antigos romanos reverenciavam o número 12. Para eles, era o símbolo da perfeição — havia 12 signos do zodíaco, 12 deuses do Olimpo e 12 constelações, 12 meses, 12 bananas no cacho (os antigos amavam essas dúzias).
Até o 13 estragar tudo.
Na mitologia nórdica, quem estragou o banquete sagrado dos Deuses? Loki, o trapaceiro e 13º convidado. Para os cristãos, quem traiu Jesus? O 13º convidado da Última Ceia. Judas.
Até a sexta-feira 13 ganhar status de celebridade do terror com a queda dos Cavaleiros Templários. Na sexta-feira, 13 de outubro de 1307, o rei Filipe IV prendeu geral (e executou). Consolidando a má fama da sexta-feira 13. VIXI!
O que isso nos diz? 🤯
Mesmo na era dos memes e dos TikToks, dos algoritmos e do big data, essas histórias antigas ainda têm mais seguidores e engajamento que muito influencer por aí. Nos EUA, hotéis pulam o 13º andar como se fosse uma atualização de sistema operacional que deu errado.
No fundo, somos todos italianos numa sexta-feira 17, Hispânicos numa Terça-Feira 13, Chineses fugindo do número 4, Japoneses se esquivando do 9.
Somos viciados em histórias e ávidos por dar sentido ao caos do universo.
E as marcas sabem disso, por isso gastam milhões para criar suas narrativas. Uma maçã mordida pode ser tanto a maior empresa de tech do mundo quanto o ícone de um dos conto de fadas mais conhecidos no planeta - tudo depende da história que você conta. Provando que, quando bem contada, uma história transforma o ordinário em extraordinário.
E se até o medo pode ser transformado em algo vendável, imagine o que uma história bem contada, com estratégia e consistência, pode fazer pelo seu negócio? #LetsGrowWild
Obs: Se você viu "Jamaica Abaixo de Zero" na Sessão da Tarde, você sabe o que é bobsled.
